13 de dezembro de 2016

 

Além das passagens caríssimas, que pagamos aqui no Norte do Brasil, agora teremos que pagar também pela bagagem.

 A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira (12) que, a partir de 14 de março, as companhias aéreas brasileiras e internacionais estarão autorizadas a cobrar por bagagens despachadas. 

Atualmente, as empresas são obrigadas a despachar gratuitamente uma mala de 23 quilos em voos domésticos e duas de 32 quilos em voos internacionais. Segundo a Anac, 35% dos passageiros que voaram em 2015 não despacharam bagagem. 

A mudança faz parte de uma série de novas regras sobre transporte aéreo que serão submetidas a votação pela diretoria da própria Anac na manhã desta terça-feira (13).
 
Várias outras mudanças entrarão em vigor para as passagens compradas a partir de 14 de março. Veja algumas delas:

- As empresas aéreas deverão informar o valor total a ser pago pelo consumidor no anúncio da passagem, já incluídas as taxas aeroportuárias e tarifas de embarque

- O consumidor terá 24 horas para desistir da compra da passagem sem ônus, no caso de passagens compradas com mais de sete dias antes da data do voo

- Na hora da venda da passagem, serviços e produtos adicionais não podem estar pré-selecionados, para evitar que o consumidor acabe comprando sem querer um serviço

- As empresas devem oferecer passagens com regras mais flexíveis para alterações. Pelo menos uma das opções de passagem deve garantir 95% de reembolso ao passageiro no caso de mudanças

- As multas para alteração da passagem ou reembolso não podem ultrapassar o valor pago pela passagem

- As empresas não poderão cancelar automaticamente o trecho de retorno quando o passageiro avisar que não fará uso do trecho de ida. Ou seja, se o passageiro perder o trecho de ida, ele pode utilizar o trecho de volta, mediante aviso à companhia aérea. A regra vale para voos domésticos

- As empresas deverão corrigir erros na grafia do nome do passageiro sem ônus, para evitar problemas de embarque e cobranças indevidas

- Caso a empresa deixe de embarcar o passageiro, por overbooking, por exemplo, ele deve ser indenizado em cerca de R$ 1 mil para voos domésticos e R$ 2 mil para internacionais

- As bagagens extraviadas devem ser restituídas em até 7 dias para voos domésticos. Atualmente, o prazo é de 30 dias. Para voos internacionais, o prazo permanece em 21 dias. As despesas do passageiro em função do extravio de bagagem, como compra de roupas e itens necessários, devem ser ressarcidas, no caso de passageiros que estejam fora de seu domicílio. O passageiro deve ser indenizado em até sete dias após o registro do extravio.


Fonte: Blog do Ronilson com informações da Agência Brasil, Senado Federal e do G1

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