28 de agosto de 2015

O método  foi testado na universidade americana de Stanford.




 Os educadores já desconfiavam, mas agora são as pesquisas que estão confirmando. Criança que põe a mão na massa aprende muito mais.

A tarefa não é fácil, mas a Marcela juntou madeira, circuitos eletrônicos, computador e... “E a gente pegou e ligou nesses fios aqui para poder sair o som”, mostrou a estudante Marcela.

Em outra mesa, outros desafios.

“A gente tinha que criar um boneco pra tentar fazer ele chutar a bolinha e entrar no gol”, contou uma estudante.

O robozinho funcionou. Imaginar, testar, calcular.

“Nesse daqui você tem que entender o timing. Tem que entender o tempo que o negócio vai dar na hora certa pra você jogar, a força e a física pra fazer o negócio”, disse um estudante.

Isso aqui é aula, e das boas.

“Quando você usa essas ferramentas, você tira um pouco daquele peso da matemática pura, da física pura e traz de maneiras que ficam mais facilmente gravadas nas cabeças dos alunos”, explicou o engenheiro mecatrônico Vinícius Basan.

Esse jeito de ensinar e aprender que não fica só no esquema lousa-livro está sendo chamado de "fabricação em educação”, “cultura maker” ou simplesmente “aprendizado mão na massa”. Recentemente o método foi testado na universidade americana de Stanford e eles descobriram que aluno que experimenta antes aprende pelo menos 30% mais depois.

Em uma escola estadual em Barueri, na grande São Paulo, o indicador de qualidade do ensino mais que dobrou depois que foram adotados o tempo integral e o uso da robótica e das tecnologias de informação. Por exemplo: fazer o foguete mexeu com a cabeça deles.

“A gente precisou aprender muito sobre vedação, aerodinâmica, física, velocidade, massa”, disse um aluno.

“O conteúdo e a experimentação e a exploração, eles têm que estar conectados. Porque senão a gente fica nessa ideia que tem um laboratório de diversão e tem depois a aula, que é a coisa chata”, afirmou o professor da Universidade de Stanford Paulo Blikstein.(Fonte: G1)

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