6 de maio de 2013

* Oti Santos
A fundação de Belterra pela CFIB (Companhia Ford Industrial do Brasil) foi consumada com a assinatura do TERMO DE PERMUTA de uma área de 281.500 hectares (da área original concedida pelo Decreto Estadual 4374 do governo Dionísio Bentes, após aprovação pela Assembleia Legislativa em 30.09.1927, que compreendia um milhão de hectares, na bacia do rio Cupari, onde Fordlândia foi implantada), por área de igual extensão em um platô ao sudoeste do município de Santarém, também na margem direita do rio Tapajós.

O termo foi formalizado em 04.05.1934, por despacho do então Interventor Federal do Pará major Roberto Carlos Vasco Carneiro de Mendonça e assinado em Belém, na sede da Diretoria de Obras Públicas, Terras e Viação do Estado pelos engenheiros Raimundo Tavares Vianna, Diretor Geral; Vicente Antônio Maués, Chefe da Seção de Terras e, ainda, pelo mister Archibald Johnston, Procurador Gerente da Companhia Ford Industrial do Brasil.

Esse marco histórico, que de fato serviu como imissão de posse aos americanos, que quatro anos depois estavam com a “Bela Terra” pronta, incluindo as 2.400.000 mudas de seringueiras plantadas, que nós belterrenses comemoramos como a fundação de Belterra;também serviu sessenta e quatro anos depois, de justificativa ao projeto, aprovado por unanimidade pelos então vereadores:Antônio Almada, Edimilson Pedroso, Gerson Oliveira, José Alexandre, José Maia, Juvercílio Silva, Raimundo Lúcia, Raimundo Ribeiro e Sérgio Correa,para torna-lo feriado municipal a partir de 1999, por força da Lei Municipal nº 29, que sancionamos em 23.11.1998.

Parabéns Belterra, que nos adotou com muito carinho quando ainda muito criança; e ao seu bravo povo, que nos induziu à vida pública, pelos seus 79 anos de uma história ímpar.

* Jornalista e ex-prefeito de Belterra.

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