16 de abril de 2013

 Dr. Marcelo Soares Kerstenetzky

Na último dia 04, aconteceu uma palestra no auditório do Hemocentro Regional de Santarém - HEMOPA - Santarém sobre a doença de Gaucher.

A palestra foi ministrada pelo Dr. Marcelo Soares Kerstenetzky, de Recife - PE, que falou sobre a doença e pela enfermeira Kelliane Lopes Cavalcante de Araújo, de Fortaleza - CE, que explicou sobre os procedimentos necessários na hora da infusão da medicação.

Os palestrantes estavam acompanhados do farmacêutico Hugo Almeida, do HEMOPA - Belém e do Marcelo Agelotto, representante da Genzyme. Aproximadamente 30 profissionais da saúde, entre funcionários do HEMOPA(médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem), acadêmicos do curso de medicina da Universidade do Estado do Pará - UEPA, médicos pediatras e entre todos esses profissionais lá estava o único paciente de Gaucher de Santarém (esse cara sou eu). Aliás, até então eu pensava que eu era o único do Oeste do Pará, no entanto descobrir durante a palestra que há uma paciente em Altamira... no total são 16 pacientes em todo o estado do Pará. 

O médico Marcelo Soares Kerstenetzky  começou a palestra mostrando que a doença de Gaucher está ente os 700 erros inatos do metabolismo, até então catalogados. A doença foi descoberta em 1882 pelo médico francês Phillipe Ernest Gaucher, quando este descreveu os sintomas de Gaucher em uma paciente. Porém levou várias décadas para que a medicina avançasse e o tratamento realmente iniciasse. No Brasil, o primeiro caso foi descoberto em 1982 e o tratamento do mesmo só começou em 1992. Atualmente o tratamento está mais acessível, devido a inclusão dos remédios para esta doença no rol de medicamentos excepcionais de alto custo do Ministério da Saúde. 

O Dr. Marcelo falou sobre os sintomas da doença, para ajudar diagnosticar os pacientes, uma vez que segundo estatísticas existe um paciente para cada 40 mil habitantes, logo, como no Pará tem apenas 16 e no Brasil inteiro tem aproximadamente 700, isto mostra que deve ter muito mais pacientes por aí que ainda não foram diagnosticados. Entre os sintomas relatados são: anemia, cansaço, dor e distensão abdominal por aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia), problemas ósseos, entre outros. Para o Dr. Marcelo "quanto mais precoce o diagnóstico melhor a qualidade de sobrevida".

Logo após, a enfermeira Kelliane Lopes, falou aos presentes sobre os cuidados que devem ter tomados na hora da infusão da medicação no paciente. Os profissionais ficaram atentos às instruções e logo após puderam fazer perguntas. Ao término da palestra o Dr. Valdir Mesquita agradeceu a presença de todos.

Só tenho a agradecer a Deus por mais esta conquista. Como paciente fico feliz em saber que os profissionais da saúde que cuidam de mim, estão ampliando seus conhecimentos. Além disto, com a propagação do conhecimento à outros profissionais, mas pacientes poderão ser diagnosticados e terão a chance de ter uma melhor qualidade de vida. 

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