4 de abril de 2013


Jean Cardoso Lopes que apareceu em todos os sites nacionais como o paraense que estudando em escola pública do Amazonas foi aprovado para ingresso na Universidade de Harvard, na verdade mentiu. Também não ganhou medalhas, não participou de olimpíadas cientificas de robótica e astronomia, nem passou em vestibulares nas universidades de Stanford, Yale, Oklahoma, Caltech, Flórida, Connecticut, Princeton, São Francisco ou Massachusetts Institute of Technology (MIT). Foi uma mentira bem contada que fez muitas vítimas. A primeira delas, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Amazonas, que não checou a informação, e depois o Portal do Holanda e todos os sites da região, que reproduziram a matéria.

Ficou um exemplo de mau jornalismo, de desserviço à comunidade, e aos leitores. Jean pode ser acusado de fraudar documentos pois o certificado que apresenta como prova de que teria sido aprovado na seleção para ingresso em Harvard seria uma grosseira falsificação. 

Nem por isso se pode negar sua inteligência. Contou uma história de sonhos que todos acreditaram. Mas agora vive o pesadelo do descrédito, que parte da imprensa compartilha, inclusive o Portal do Holanda, pela falta da necessária apuração.

Segundo o G1:
A Secretaria de Educação do Amazonas publicou em seu site uma notícia na segunda-feira (1º) na qual contava a história do jovem e afirmava que ele também havia sido aprovado em outras quatro instituições dos Estados Unidos, entre elas os concorridos Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Depois que a história começou a ser questionada, a reportagem, que incluía uma foto do estudante, foi retirada do site da Seduc na tarde de quarta.

Em nota divulgada na quarta-feira (3) à noite, a assessoria de imprensa da secretaria (Seduc-AM) afirmou que o ex-aluno da Escola Estadual Sebastiana Braga alegou ter sido aprovado na Universidade Harvard.

De acordo com a secretaria, para comprovar sua aprovação na instituição americana, o estudante enviou um documento digitalizado atribuído à universidade que dizia que ele havia sido aprovado na “graduação em medicina”.

A Universidade Harvard, porém, não oferece cursos de graduação em medicina. Lá, a carreira só é oferecida no nível da pós-graduação, e os estudantes interessados em se tornarem médicos precisam primeiro conquistar um diploma de graduação e, depois, passar por um novo processo seletivo para entrar no curso de medicina.

Depois da divulgação da nota da Seduc na quarta à noite, o G1 tentou falar com o estudante, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem.


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