19 de fevereiro de 2013

Almir Gabriel. Foto reprodução do site amazonia.org.br
*Por Oti Santos
Confesso que sua partida não me pegou de surpresa, porém não imaginava ser fragilizado por sentimento tão forte, quando a notícia de sua morte me foi passada, logo cedo pelo amigo Nicias Ribeiro. Chorei.

Estava em Belterra, acompanhando a Sessão Ordinária, a primeira do ano da Câmara Municipal, agora com 11 Vereadores. Logo transmiti a todos o fato fúnebre e imediatamente o encontro foi suspenso após a guarda de um minuto de silêncio.

Ainda bem que estava lá, no coração do município criado por um dos Atos de coragem que sempre nortearam o seu perfil como homem público.

A gratidão ao governador que acreditou na viabilidade de Belterra como município é perene. Lembro da luta travada pela emancipação a partir do Projeto apresentado na Assembleia Legislativa em 1989, inclusive junto aos seus antecessores, nada menos que três governadores, que sempre encontravam como óbice à criação do município o fato de Belterra pertencer à União. 

Foram nada menos que seis anos de muita ansiedade, que o digam os deputados Nicias Ribeiro, Antônio Rocha, Wandenkolk Gonçalves, Wilmar Freire e tantos outros, até a sanção da Lei 5.928, em 28.12.1995.
A admiração também é inabalável pelas virtudes que caracterizaram o seu perfil de governante, dentre as quais, firmeza e honestidade.

Descanse em paz amigo e o muito obrigado dos belterrenses.

* Jornalista, advogado e ex-prefeito de Belterra

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