11 de novembro de 2012

Reprodução
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Santarém e Belterra (Setrans) está ameaçando paralisar boa parte da frota de ônibus de Santarém até o final do ano, caso não haja reajuste na tarifa.

O sindicato quer um aumento de 20% no preço da passagem inteira e descongelar a tarifa cobrada aos estudantes.

Com o possível reajuste, a passagem inteira passaria dos atuais R$ 1,90 para R$ 2,10. A passagem dos estudantes, que custa R$ 0,65 mediante apresentação da carteirinha, está congelada desde de 2005, e pode ser alterada, caso o Setrans consiga o reajuste.

O sindicato alega que o congelamento da tarifa cobrada aos estudantes acarretou em grande prejuízo às empresas, ao longo desses sete anos. Outro motivo que leva o Setrans a reivindicar aumento é que houve reajuste para os equipamentos e peças dos veículos e também dos custos da manutenção. De acordo com o presidente do sindicato das empresas de ônibus, esse aumento de gastos foi de 30% em dois anos.

“A tarifa é determinada pelo poder público municipal. A gente está assumindo esse ônus, mas chegou a uma situação insustentável”, afirmou o presidente do Setrans, Washington do Vale. “Houve aumento na carne, na farinha, no leite, também houve três aumentos no óleo diesel, houve aumento no pneu, tarifa de água, luz e telefone, que são nossos insumos, e nós não temos como trabalhar sem esse reajuste”, completou o presidente do Setrans.

Já os estudantes não gostaram nada da ideia e querem que as tarifas inteira e de estudante permaneçam como estão. “A questão do transporte, da mobilidade, faz parte de um campo amplo, de uma compreensão sobre a educação. Os estudantes tem que ter acesso a espaços culturais, ao campus da universidade, então perpassa por todo um planejamento”, afirma o coordenador geral da União dos Estudantes de Santarém, Felipe Bandeira.

A frota atual de Santarém é de 130 ônibus. Para tentar chegar a um acordo, foi marcada uma assembleia para a próxima terça-feira (13), na Câmara Municipal, com os vereadores, representantes das empresas, estudantes e sociedade civil.

Imagem e texto do Portal Notapajós.

Deixe aqui seu COMENTÁRIO: