29 de setembro de 2012

Pará - Após a morte de um lavrador na noite da última quinta-feira (27) durante uma passeata na cidade de Nova Esperança do Piriá, no nordeste do Pará, a Justiça Eleitoral decidiu nesta sexta-feira (28) proibir manifestações políticas no município até as eleições marcadas para o próximo dia 7 de outubro. Coligações que disputam prefeitura local repudiaram o crime, mas pretendem recorrer da decisão.

A cidade que fica a 300 km de Belém teve o policiamento reforçado. De acordo com a Polícia Civil, equipes de cidades vizinhas foram deslocadas para o município a fim de garantir o cumprimento da decisão judicial e a segurança em Nova Esperança.

O Ministério Público pediu que a decisão seja mantida até as eleições, mas as coligações que disputam a Prefeitura de Nova Esperança do Piriá pretendem recorrer da decisão.

Entenda o caso

Na noite desta quinta-feira (27), militantes de uma das duas coligações que disputam a Prefeitura da cidade realizavam passeata pelas ruas e, segundo testemunhas, estavam fazendo uma espécie de arrastão, já que retiravam bandeiras e cartazes dos demais candidatos.

O lavrador, Sebastião Pereira da Silva, de 39 anos, estava em frente de casa quando impediu que a bandeira do PSDB fosse retirada do local e substituída por uma do PT, quando passou a discutir com os militantes que participavam da caminhada. Um deles estava armado com uma faca e feriu o lavrador duas vezes no peito. A vítima morreu na hora.

A Polícia Civil de Nova Esperança do Piriá informou que já solicitou a prisão do suspeito do crime, que está foragido. "Ele foi identificado desde o momento do crime. É uma pessoa que já tem ficha e já pedimos a prisão preventiva dele. O Juiz deve decretar a prisão no máximo até este sábado e as buscas por ele continuam", assegura Otto Henrique Dias, delegado que investiga o caso.

As coligações partidárias repudiaram o crime. "Ficamos preocupados porque não é o primeiro acontecimento de violência", afirma Marciel Santos, da coligação Nova Esperança. "Não compactuamos com isso de forma alguma e estamos sem saber direito o que está acontecendo. Vamos esperar a autoridade policial averiguar os fatos", conta Bruno Eiceira, da Coligação Unidos pelo Progresso.

"Uma pessoa matar um ser humano como aconteceu, nesse crime ai, e ficar impune não está certo!", questiona o pai da vítima, Raimundo Silva.

Fonte: G1 Pará

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