6 de agosto de 2012

Representantes dos técnicos-administrativos das universidades federais, em greve há pouco menos de dois meses, criticaram a oferta de reajuste para a categoria apresentada nesta segunda-feira pelo Ministério do Planejamento.


"A proposta não dialoga com as necessidades da categoria. (...) Infelizmente o que eles apresentaram hoje provavelmente vai ter uma resposta negativa [dos grevistas]", disse David Lobão, coordenador-geral do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).

O governo fez uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria, diluídos nos próximos três anos --o impacto estimado é de R$ 1,7 bilhão. Ao todo, a medida deve afetar o contracheque de 182 mil servidores, entre ativos e inativos.

Lobão afirma que a categoria pretendia ainda discutir questões conceituais da carreira, que não foram debatidas na reunião de hoje. Um novo encontro está agendado para a próxima sexta-feira (10), quando Sinasefe e Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) dirão se a proposta foi aceita ou não pelas bases sindicais.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira, voltou a chamar atenção para o cenário econômico internacional. "Já deixamos claro que os limites são bastante estreitos (...) Sabemos que a proposta está aquém [do desejado], mas é hora de colocar os pesos na balança", disse.

PROFESSORES

Aos docentes, o governo ofereceu um reajuste entre 25% e 40%, também diluído até 2015. O impacto desse reajuste é estimado em R$ 4,18 bilhões.

Ao longo desta semana, os professores decidirão em assembleias por todo o país sobre a continuidade ou interrupção da greve. Na última quarta (1°), o governo decidiu assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos professores.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maior parte da categoria, recusou a proposta governamental e está orientando as bases para endurecerem o movimento.

Duas entidades que também representam os professores,o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), também se recusaram a ratificar o acordo. ( Fonte: Bol )

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