28 de agosto de 2012

Do Blog Discípulos de Cristo - Edcleyton Souza:
Imagem meramente ilustrativa.
Em todos os anos eleitorais, milhares de cidadãos brasileiros candidatam-se para concorrer a uma das muitas vagas de cargo público. Pra muita gente tornou-se até sonho ser político. Criou-se uma cultura desejar está inserido na administração pública. A levar o nome de vereador, prefeito, deputado, senador e presidente. Porém, o cerne, o objetivo principal da prática política não os interessa, mas apenas a ânsia de ganhar um ótimo salário e várias regalias como um representante da sociedade.

Embora, dentre estes muitos brasileiros que concorrem a um cargo deste tipo, há um grupo, que por sua vez é a minoria, mas já está se fortalecendo, e pelo visto serão um número bem representativo, estão buscando a carreira governamental.

De um tempo pra cá, pastores evangélicos estão inserindo-se na vida pública. Não é pequeno o número de clérigos que ultimamente tem ingressado na carreira política em “nome de Deus”. 
Lembra-se da “teocracia”? Ideia de um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. Ou seja, muitos pastores estão usando este tipo de argumento, para que possam viver uma vocação dupla. Já deixo bem claro que, não discordo de um governo dirigido por um homem guiado por Deus (verdadeiramente guiado por Deus). Porém, o que é errado é um pastor evangélico, dizer que foi Deus quem o mandou e o escolheu para exercer tais funções públicas.


Esclareço que, se Deus vocacionou uma pessoa para exercer o pastorado de uma igreja, deve se fazer com total esmero, sacrifício e de boa vontade, sabendo que assim faz a vontade daquele quem o alistou.


O apóstolo Paulo escreve em uma de suas cartas e explicita muito bem para estes tipos de pessoas que desejam, muitas vezes abandonar o ministério pastoral, ou conciliá-los a política: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. (I Tm. 3.1).

O que me entristece é saber que pastores estão trocando a sua chamada eclesiástica pela política. E neste país varonil, a política é suja, desonesta e corrupta. Vivemos em um país com tantas leis, mas com tamanha desigualdade social.

Alguns dizem: “Quero exercer o meu direito de cidadão, e eu como pastor, entendedor da palavra de Deus e ungido, vou fazer a diferença no congresso, na presidência ou na câmara”. Embora, tenham este pensamento, eu entendo que uma pessoa que é alistada por Deus não se embaraça com as coisas desta vida (2 Tm. 2.4).

Lembro-me de uma frase que li de Nelson Mandela, líder do apartheid, que dizia assim: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
Eu quero usar melhor estas palavras, apenas substituindo a palavra educação (sabendo também que a educação tem um grande poder transformador). Ao invés da educação, coloca “evangelho”. A frase ficaria assim: “O evangelho é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”.

Querido pastor, é através da sua pregação que você poderá mudar o rumo do mundo!
Pastor é pra cuidar das ovelhas. Pastor é para pregar o evangelho. Pastor é para aconselhar, doutrinar e repreender. Lugar de pastor é na igreja e não em um posto político.

Conheço diversos pastores que deixaram o seu chamado ministerial para caminhar nas estradas tortas da politicagem. Foram se afastando de tal maneira que desistiram dos planos de Deus para a sua vida e a vida da igreja. Pois, quando a igreja perde um pastor para a política, a igreja sofre. E este não é o desejo de Deus. Para toda escolha há uma consequência, seja ela boa ou ruim. Cuidado na escolha que você vai tomar.

Imagino que estes homens durante a sua juventude, ou até a sua meninice, pediam a Deus, buscavam a Deus a vocação pastoral. Esforçaram-se para isso, estudaram para isso. Entretanto, a ganância se tornou mais forte, a cegueira das regalias desoriento-os, e desta maneira o que era para ser pastor, agora está, ao invés de estar pregando o evangelho, está distribuindo filipetas, panfletos e fazendo comícios para atrair votos.

Você pode me perguntar: “Ah, eu posso conciliar o meu pastorado e minha carreira política”. Eu explico: Você pode até tentar, mas não irá conseguir. Ambas funções exigem muito tempo da nossa vida. Ou eu faço uma coisa, ou não faço. Eu sendo pastor, como irei atender as minhas ovelhas, ganhar mais ovelhas, irei ter tempo para estudar as escrituras e bons livros, cuidar dos serviços e ordenanças da igreja e etc...
E eu como político, como irei atrair mais votos (isto em campanha), viajar para outros lugares para resolver problemáticas, como irei organizar a minha carreira e dividir o tempo para o êxito da carreira política?

Querido pastor, não troque os dons e a vocação que Deus lhe concedeu por causa de um desejo improdutivo e desnecessário. Saiba entender a vontade de Deus para a sua vida. Saiba dar valor aquilo que Deus entregou em suas mãos. Através da sua vida, Deus quer levantar uma igreja forte, unida e santa, para impactar este mundo e provocar mudanças na sociedade. Se Deus te chamou para ser pastor, faça isto, dedique-se, pregue, ganhe almas, pois assim você irá alegrar o coração de Deus.

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