31 de agosto de 2012

Uma postagem em um blog de Santarém me deixou preocupado. Veja um trecho da mesma e eu volto logo  abaixo:
"...o maior problema de um governante municipal eleito pelo povo, ao chegar no comando de qualquer prefeitura são os concursados, pois concursado emperra a máquina municipal, são pessoas arrogantes que não respeitam os gestores eleitos democraticamente pelo voto popular” (Leia na íntegra este texto AQUI).

VOLTEI:
Eu poderia estranhar o comentário acima, mas infelizmente ao que parece, este é o pensamento da maioria dos políticos atuais. A maioria deles não tem o menor interesse em realizar concurso público, pois muitos usam a Prefeitura como “cabide eleitoral”. Fazem promessas durante a campanha que se eleito forem empregarão fulano e sicrano, visando assim conseguir os votos dos mesmos, ou utilizando-os como cabos eleitorais (ou seja, este tipo de promessas seria uma forma disfarçada de comprar votos?) 

"Ei rapaz, você está desempregado? foi demitido? Olha, se nós ganharmos vou conseguir um emprego pra você" ou então naquele outro estilo: "Olha, precisamos ganhar esta eleição, se nós não ganharmos, todos vocês [ temporários ] serão demitidos pelo próximo prefeito", quem já ouviu falar em práticas políticas parecidas com esta? Diz a lenda que há décadas atrás isto já aconteceu no Brasil.

Em geral, um funcionário temporário não tem opção, ele sabe que se for contra o governo poderá ser demitido: "Hoje eles colocaram um outdoor na frente da minha casa... claro que autorizei fazer o que, perder meu emprego? Claro que isso não muda meu pensamento nem meu voto" confidenciou uma temporária de uma cidade qualquer que não quiz se identificar. 

Essa história de que concursado "emperra a máquina municipal" é no mínimo um desrespeito com os concursados que estudaram, que se esforçaram para hoje estarem exercendo um cargo público. Se houver algum problema com concursado, cabe ao poder público tomar as providências através de uma comissão de ética ou algo parecido. A nível federal existe a LEI Nº 8.112 e a DECRETO Nº 1.171Agora, se no município não há lei específica para este fim, é deficiência do legislativo e não dos servidores. Outra, não podemos generalizar. Eu não posso dizer que todo concursado "emperra a máquina", assim como eu não posso dizer que todo temporário vota do político que lhe deu o emprego. 

Enfim, eu concluo esta postagem deixando um alerta: Antes de votar veja se o seu candidato defende a realização de concurso público, caso o mesmo seja contra, muito cuidado. É muito provável que um candidato que seja contra concurso público também seja a contra a democracia plena. 

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