3 de agosto de 2012

Imagem divulgação
O disque-denúncia, que auxilia no combate à corrupção eleitoral, foi lançado ontem, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A campanha, do Comitê Estadual do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral, é coordenada pela Comissão de Justiça e Paz.

Através do 0800-096 0002, as denúncias de irregularidades podem ser recebidas e enviadas para investigação. Funcionando 24h por dia, todos os dias da semana, o comitê registrará as informações no site do Ministério Público Eleitoral. Os casos serão enviados automaticamente para os promotores de Justiça do município de onde partiu a denúncia.

Irmã Henriqueta Cavalcante, coordenadora da CJP, afirmou que a participação da população no combate à corrupção é bastante expressiva e que este é um meio simples e de fácil acesso para que as denúncias sejam realizadas. “Esperamos que a população possa participar de maneira muito mais constante de um processo que toda a população almeja, que é uma campanha limpa, honesta”.

As denúncias podem ser enviadas de qualquer parte do Pará e o denunciante não precisa se identificar. A ação é mais uma maneira de assegurar os princípios da democracia. “A prática da corrupção eleitoral deve acabar. O voto não tem preço porque a consciência não tem preço”, ressaltou o desembargador Ricardo Nunes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

COMITÊ
Cerca de trinta pessoas vão trabalhar como voluntárias no comitê. A universitária Arlete Gonçalves trabalha voluntariamente há três eleições no disque-denúncia e também vai participar do processo deste ano. “Me inscrevi porque tenho vontade de que o Brasil seja um país democrático, que os eleitos queiram realmente trabalhar em prol da população”, disse.

Segundo Arlete, ao longo dos anos, ela percebe um maior interesse da população em contribuir para que as eleições não sejam marcadas por crimes eleitorais. (Diário do Pará)

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