30 de agosto de 2012

Dilma Rousseff realmente se irritou com 
as dimensões que as manifestações
Para por limite no direito de greve Dilma poderá ter o apoio do PSDB.

Uma das maiores greves do Brasil está prestes a chegar ao fim e a presidente Dilma já se apressa para enviar ao Congresso um projeto de lei que "regulamente o direito" de greve. Ora, se fosse algo visando o bem de todos - tanto dos servidores, da população em geral, quanto do governo - até que seria um ótima ideia, no entanto, não acredito que possa sair nada de bom para os servidores nesta lei. O corte de ponto, poderá vir estampado em um dos artigos da lei e outras coisas piores... 

Aliás, já existe um projeto sobre isto tramitando no senado de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Ou seja, ao que tudo indica PT e PSDB falarão a mesma língua sobre este caso. O jornalista PSDBista Reinaldo Azevedo que o diga (Veja a postagem dele sobre este assunto: Agora petistas querem pôr limite ao direito de greve dos servidores públicos… Epa! São agora “reacionários” como eu??? )

Leia mais na postagem do Brasil Econômico:

Proposta será enviada o quanto antes para o Congresso Nacional; rigidez deverá ser maior para policiais.

Tão logo a greve dos servidores públicos federais termine e o Projeto de Lei Orçamentária para 2013 seja encaminhado ao Congresso Nacional, o Executivo pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que coloca regras para a greve do funcionalismo.

De acordo com fonte do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff realmente se irritou com as dimensões que as manifestações por reajustes de salários tomaram nesses últimos dois meses e exigiu uma normatização.

A rigidez deverá ser maior no caso das polícias Federal e Rodoviária Federal. A avaliação é a de que, neste ano, esses profissionais não agiram de acordo com sua missão que é a de prover segurança à população.

Prova disso é que, na última terça-feira, Dilma anunciou que vai privilegiar as Forças Armadas no comando da segurança dos grandes eventos que vão ocorrer no país, como as copas das Confederações, do Mundo e as Olimpíadas.

Por isso mesmo, a vontade dela é que o projeto, que está em gestão na Secretaria Geral da Presidência da República, até proíba o direito de greve dessa categoria.

"Quem anda armado terá tratamento diferenciado porque tem responsabilidades diferentes", afirmou ao Brasil Econômico fonte do Palácio do Planalto.

A firmeza da presidente foi notada nesses meses de negociação entre o governo e os sindicatos das 40 categorias que entraram em greve. Em julho, Dilma assinou decreto que autorizava a substituição dos servidores federais que atuam nos portos (auditores fiscais e Anvisa) por profissionais estaduais de carreiras similares.

Depois disso, o governo entrou com ações na Justiça para garantir a prestação de serviços básicos à população. Agora, também o ponto de 11,4 mil funcionários foi cortado, ou seja, não vão receber os salários integralmente no próximo dia 1º de setembro. Só depois que compensarem a carga horária devida é que, gradualmente, terão a recomposição do vencimento.

Não há uma norma específica regendo as paralisações do servidor federal. A Justiça, quando vai julgar alguma ação, usa, por analogia, a legislação referente ao setor privado.

O Brasil ratificou a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do direito à greve, negociações e representações sindicais do setor público. Mas até hoje ainda falta a regulamentação.

Essas regras já vêm sendo discutidas há algum tempo entre os sindicatos e representantes dos ministérios do Trabalho, do Planejamento e do Palácio do Planalto. No entanto, agora, a presidente quer que o negócio deslanche.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi incumbido de tratar desse assunto, uma vez que tem um bom trânsito com as centrais sindicais e já estava tocando as reuniões.

No encontro da semana passada, inclusive, ele já havia sinalizado que os assuntos estariam no foco do governo pelos próximos meses.

Negociações

As reuniões para negociação entre Ministério do Planejamento e as categorias do serviço público em greve foram divididas ontem entre o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e a secretária adjunta da pasta, Marcela Tapajós.

A medida foi tomada em razão do grande número de encontros agendados. Mais de 30 categorias de servidores federais estão paradas.

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