25 de julho de 2012

A seguir, leiam a notícia publicada pela Agência Brasil  e eu volto logo abaixo:

Brasília - O governo sugeriu hoje (24) aos servidores públicos federais uma trégua de 15 dias na paralisação da categoria para apresentação de uma proposta que garante o pagamento dos 12 dias de ponto cortados em junho. A sugestão foi apresentada pelo secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, a representantes dos servidores.

“A proposta é muito clara: primeiro que a gente faça uma trégua de 15 dias para o governo poder devolver o salário que foi confiscado dos contracheques. Segundo: neste período de 15 dias, o governo apresentará uma proposta às nossas reivindicações. Não falou se é de 1 centavo, ou se é de R$ 1 milhão”, resumiu o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindisep-DF), Othon Pereira, após deixar a reunião com Carvalho.

De acordo com a Secretaria-Geral, a trégua não é uma proposta formal do governo, apenas uma sugestão do ministro aos trabalhadores até que o governo apresente uma resposta às reivindicações, e seria uma forma de evitar perdas salariais com o corte do ponto.

Segundo Pereira, a trégua é, “a princípio, “inaceitável”, mas será levada aos trabalhadores para avaliação. A próxima rodada de discussões deverá ser em uma reunião, ainda nesta semana, entre os comandos de greve e o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, do Ministério do Planejamento, responsável pela negociação entre governo e servidores em greve.

“A princípio, acho difícil essa proposta em face do exíguo tempo que se tem para fechar o Orçamento, no dia 31 de agosto. Se dermos uma trégua agora de 15 dias, qual vai ser o tempo que teremos para analisar e enfrentar uma nova greve, se a proposta do governo daqui a 15 dias for ruim?”, questionou.

Além do prazo curto para retomar a negociação, Pereira também disse que não há garantias de que a proposta a ser apresentada seja razoável. “O governo não garante qual seria o reajuste nem para quem, exatamente. Neste período haveria uma proposta de reajuste do governo para 2013, mas sem se comprometer com nenhum parâmetro, nenhum índice, nenhum valor”, avaliou.

Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação dos Trabalhadores no Serviço PúblicoFfederal (Condsef), da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) também participaram da reunião, definida por Pereira, como “tensa”.

Em todo o país, cerca de 350 mil servidores federais aderiram à paralisação, segundo o Sindisep.


PorLuana Lourenço, da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco

Voltei:
Vou traduzir a matéria acima: Esta é mais um tentativa de desmobilizar os grevistas e enrolar mais uma  vez o funcionalismo público. Vou lhes explicar o porque: PRIMEIRO o governo cortou o ponto dos grevistas. Vários servidores tiveram 12 dias do mês de Junho cortados. DEPOIS, o governo chama os grevistas e diz: "Olha se vocês derem uma trégua de 15 dias, nós devolvemos os 12 dias de vocês". 

Gente, de greve a esquerda entende muito bem, pois antes de chegarem ao poder eles sempre apoiaram. Eles sabem que mexendo no salário complica a vida de muitos pais de família. Muitos grevistas  vão se ver tentados a dar esta trégua de 15 dias, para que seus filhos não passem fome, para que não recorram a empréstimos para pagarem o aluguel, o cartão de crédito e etc. É claro que depois destes 15 dias, muitos não entrarão mais em greve, com medo de que o governo corte o ponto novamente.

Enquanto isto, o governo vai pra mídia dizendo que já lançou a segunda proposta para os professores em greve, no entanto, nem ao menos cita que os Técnicos Administrativos em Educação também estão em greve, aguardando pelo menos uma proposta do governo.

Cabe agora às categorias decidirem se aceitam ser desmobilizados pelo governo, ou choram pelos 12 dias de ponto cortado.

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