13 de abril de 2012

A vereadora Maria de Lourdes de Souza, mais conhecida como Malú, do Partido Democrata(DEM) de Belterra, após ter sido denunciada no dia 08 de maio pelo jornal Oimpacto - na postagem intitulada Vereadora acusada de fraude - pediu o direito de resposta ao jornal e o direito foi concedido. 

Veja abaixo o direito de resposta da vereadora, publicado pelo jornal Oimpacto:


Vereadora Malú
Foto encontrada no Oimpacto
O jornal O impacto cede espaço, como Direito de Resposta, à vereadora Maria de Lourdes de Souza, citada em matéria veiculada neste meio de comunicação sob o título: “Vereadora de Belterra acusada de fraudar Câmara e INSS”, no dia 9 de março de 2012. Maria de Lourdes de Souza, a vereadora Malú, do DEM, foi denunciada por ter recebido pagamento da Prefeitura junto com o benefício de auxílio doença da Previdência Social. No entanto, Malú diz ter sido induzida nesse ato por estar passando pelo quadro depressivo, após o falecimento de sua irmã.

O caso teria ocorrido no ano de 2006. A Vereadora teria requerido o benefício no mês de outubro de 2006. O valor do pagamento do INSS era de R$ 1.013,18. E que, já se falava pelos bastidores da Câmara Municipal na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as irregularidades. Caso comprovada a fraude, Malú deveria retornar os proventos aos cofres municipais recebidos durante o período do auxílio doença.


“Se fiz algo incorreto foi pela indução de outras pessoas. No período que solicitei o benefício do INSS estava doente, no estado depressivo, sem a possibilidade da responsabilidade dos atos naquele período. Eu perdi uma irmã em uma fatalidade e isso mexeu muito comigo, cheguei a ficar doente de depressão. Depois de tantas tribulações, eu fui visitada na época por duas pessoas, uma delas era da assessoria contábil da Câmara, dizendo que eu tinha direito a um benefício, uma vez que eu estava muito doente, eu estava fazendo tratamento particular e era caro. E como eu contribuí e contribuo até hoje com INSS e eu estava na situação que nem podia como questionar nada, disseram que iam fazer tudo por mim. E fizeram. Dias depois fui chamada para fazer a perícia, no INSS. Na perícia o médico constatou que eu estava doente e me deu um mês e meio de auxílio. Na época, recordo que estava sem condições de trabalho, e não me lembro de não ter pedido afastamento. Porque é algo assim, o Vereador adoeceu é só justificar que estava doente e não pedia afastamento. Me recordo que necessitaram de mim na Câmara por conta de uma matéria importante e eu fui. Mas, em nenhum momento pedi afastamento da Câmara, pois ela (pessoa da assessoria contábil da Câmara), disse que estava tudo amparado pela lei e que todo Vereador tem esse direito. Mas, se fizeram tudo isso, nunca julguei que isso fosse um crime ou algo dessa natureza. Se existe algum culpado, eu acredito que seja o presidente da Câmara na época, vereador Edmilson Pedroso e, a contadora da Câmara. Em anexo, encaminho cópias do laudo médico da doença, o requerimento de Auxílio-doença e a devolução do dinheiro ao INSS, no valor de R$ 2.620.80”.


Belterra (PA), 11 de abril de 2011.

Maria de Lourdes de Souza

Nota do Blog
Muito interessante o pedido de direito de resposta da vereadora. Esta sim é a atitude correta a ser tomada por um político, ou por qualquer outra pessoa, após ver uma postagem sobre a sua pessoa.  É interessante que o direito de resposta inclui pelo menos dois novos personagens deste caso: Uma profissional da área contábil e o vereador Edimilson Pedroso - mas conhecido por Mico (PMDB), que na época era presidente da câmara. Agora, se queriam investigar o vereador Ademar Sanches (PT), alegando que não jogariam nada para baixo do tapete, por que não investigar este caso também? Aliás, o vereador Dr. Macedo, que também é do DEM, após ser aprovado o afastamento do vereador Ademar da presidência da Câmara, disse: "a gente não vai deixar passar nenhum ato de improbidade administrativo neste município" (veja neste vídeo ). Oras, então já que este caso já envolve o nome de dois vereadores e de uma funcionária da câmara não seria hora de abrir uma CPI para investigar o caso? Afinal, se for comprovado a inocência da vereadora acho que isto só fortalecerá a imagem da vereadora. 

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