11 de janeiro de 2012

A coordenação do movimento grevista dos policiais militares do Pará reafirmou o indicativo de paralisação para o próximo dia 19, durante reunião com o secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, ontem à tarde, na sede da Secretaria de Segurança Pública (Segup). Os militares apresentaram a pauta de reivindicações, que tem como carro-chefe o reajuste salarial, mas ainda não foi proposto nenhum índice. Eles pediram que Rocha intermedeie a negociação com o governo estadual. Outra reunião ficou de ser agendada e deverá contar com a participação dos secretários de Planejamento (Sepof), Administração (Sead) e Governo (Segov).

Participaram da reunião as lideranças da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar (Acsombmpa), da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar (Assubsarpm), da Associação dos Subtenentes dos Bombeiros (Assbm/PA), da Associação dos Militares da Reserva Remunerada (Aspomire) e da Associação de Policiais Militares, Bombeiros Militares e Familiares (Aspol). "Na reunião, reafirmamos o indicativo de greve para o próximo dia 19. Se não houver acordo, a ideia é parar tudo. Nenhum militar sairá dos batalhões para atender ocorrências", anteciparam os líderes do movimento.
O percentual de reajuste salarial ainda será discutido. Nenhuma proposta foi apresentada na reunião. O assunto será discutido no próximo encontro com os demais secretários. A dirigente de uma associação explicou que o valor do reajuste ainda será discutido com base nos limites com gasto de pessoal permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Hoje, uma das principais preocupações da categoria é a "quebra de hierarquia" dentro da corporação viabilizada com o aumento do salário mínimo para R$ 622. Pois uma lei estadual regula o soldo (piso salarial) do soldado ao salário mínimo, sem prever o escalonamento vertical

O movimento também requereu a abertura de uma mesa de negociação permanente para a discussão de outras exigências, como o aumento da gratificação de risco de vida, que hoje é de 50% para 100%; o cumprimento da lei de interiorização, que prevê o pagamento de uma vantagem na remuneração aos PMs que trabalham no interior; e definição e diminuição da carga horária, pois, hoje, segundo as lideranças, não há carga-horária oficial e os militares chegam a trabalhar 200 a 250 horas por mês. A proposta é fixar a carga-horária em 40 horas semanais.

A mesa também servirá para discutir a longo prazo outras questões de interesse dos militares, como melhores condições de trabalho, incentivo à aquisição da casa própria, adicionais de tempo integral e dedicação exclusiva e o cumprimento da lei de previdência específica da categoria.
Fonte: Amazônia - ORM

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