8 de janeiro de 2012

Isto é apenas uma prova que combater o tráfico sem combater a corrupção é enxugar gelo. Não adianta. Se o tráfico existe é porque os corruptos financiam, apoiam e dão proteção. 


Veja abaixo parte da publicação da revista VEJA:
Guto Maia/News Free 
PROMISCUIDADE EXPLOSIVA
Apreensão na Rocinha e o traficante Nem (acima): comprando armas dos bandidos de farda, a quadrilha formou um arsenal maior do que ode qualquer batalhão ou delegacia do Rio 

Dias antes da ocupação da favela da Rocinha por forças de segurança no Rio de Janeiro, a Polícia Federal prendeu cinco traficantes que tentavam escapar da operação iminente. Os bandidos eram do alto escalão da quadrilha do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e estavam sendo escoltados por três policiais civis. Nos quatro carros usados na fuga havia quase 500 cartuchos e balas, dez pistolas e três fuzis. Boa parte era de uso exclusivo das forças de segurança e chegara aos marginais pelas mãos dos próprios policiais. A prisão escancarou a simbiose entre o crime organizado e agentes da lei que manteve aquela área imune à ação do estado durante décadas. Desde então, por força da nova ordem que se estabeleceu ali, os esqueletos começaram a sair do armário. O mais recente emerge de um relatório de inteligência da Secretaria de Segurança do Rio obtido por VEJA. O documento deixa claro que vigoravam, entre o bando de Nem e policiais corruptos, canais permanentes de fornecimento de armas e munições. Dos 23 000 cartuchos e balas já encontrados em covas e paióis clandestinos espalhados pela Rocinha, pelo menos 2 300 foram desviados de quartéis do Exército, de batalhões da Polícia Militar e dos estoques da Polícia Civil. Os bandidos tinham até munição da Polícia Militar de São Paulo.  >>> Leia esta postagem na íntegra >>>
Fonte: VEJA

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