6 de dezembro de 2011

A cidade de Belterra foi destaque na Revista Veja de dezembro, com a matéria "O fim do isolamento". Na matéria a Veja "alardeia" a chegada da rede 3G em Belterra. Na verdade, quem sou eu para discordar da famosa "Veja" com seus repórteres experientes. Eu sou apenas um blogueiro sem conhecimento algum de jornalismo, que posto sempre que possível, por puro lazer. Mas, como algumas coisas me chamaram a atenção eu resolvi comentar um pouco.

Na verdade não vou nem comentar tanto, vou apenas citar algumas coisas "interessantes" que a Veja divulgou sobre a minha cidade e até então eu não sabia. Abaixo, transcrevo algumas partes da reportagem da Veja:
  • "75% dos 16.000 moradores tem celular e mais da metade destes usa o seu aparelho para se conectar à internet." Será?  Isto quer dizer que tem 12.000 celulares em Belterra? E 6.000 são usados para acessar internet? Eita número alto. Mas tudo bem, como eu não contei quantos celulares os moradores tem, vou confiar em quem fez esta contagem (?). 
  • As samaumeiras... "foram um importante meio de comunicação para os seringueiros." Sério?.
  • "...As malhas de náilon não são a única rede fundamental para o trabalho dos pescadores locais... São os telefones 3G que permitem que eles troquem informações para saber onde estão os cardumes. 'Ninguém mais pesca aqui sem o celular' Diz Marlisson Colares..." (Sério? Isto parece estória de pescador...)
  • "Com celular e internet, o comércio local cresceu 75% em dois anos" Onde mesmo que aconteceu isto? Em Belterra? Com todo respeito senhores, eu não consigo acreditar nisto, mas não que eu seja contra você acreditar.
A coisa mais interessante ainda, é que na imagem usada para ilustrar a postagem aparece um homem sentado em uma canoa ao lado de alguns peixes e uma rede de pesca, passando a ideia de ser o pescador Marlisson. Na descrição da foto aparece assim: "A REDE AGORA É 3G: O pescador Marlisson Colares troca informações com os colegas para localizar cardumes na vastidão do Rio Tapajós"... 

DETALHE: O Rio que aparece atrás da foto parece muito mais com o Rio Amazonas do que com o Rio Tapajós. Pois o Rio Amazonas, é que tem águas "barrentas" assim, enquanto o Rio Tapajós tem águas  de cor azulada. Mas, digamos que pela cor da água até dar para aceitar, pois, aqui  envolve várias coisas, como cor da tinta, ajuste da câmera, reflexo do sol e etc.... então "vou acreditar"(?) que isto é o Rio Tapajós. 

Portanto, devo reconhecer que fico feliz em ver minha cidade sendo destaque em uma revista tão conceituada, mas nesta matéria, infelizmente eu não consegui concordar em grau e número.. Fiquei com um sentimento de ter lido uma "estória de pescador", como se diz por aqui, para os "causos" que alguns deles contam.
Detalhe: O rio desta foto, nem de longe se parece com o Rio Tapajós.
Pela cor, parece ser as águas do Amazonas, vizinho do Tapajós.
Para falar a verdade, quem se deu bem com a reportagem da Veja foi a empresa de Telefonia Vivo, que deve ter ficado "orgulhosa por ter alavancado todo este crescimento e desenvolvimento em Belterra, tirando Belterra do isolamento, e como diz a Veja, fazendo o comércio de  Belterra crescer em 75%". Sinceramente, qualquer pessoa que more em - ou conheça -  Belterra e que tenha bom senso deve discordar pelo menos em parte desta reportagem.


Atualizada em 06/12/2011 para acrescentar algumas coisas.
Siga-nos no Twitter! Siga-nos no Twitter

Deixe aqui seu COMENTÁRIO: