15 de novembro de 2011

Ministério informou que Lupi viajou apenas em bimotor modelo Sêneca.

Revista acusou ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de andar em avião de ONG.


Lupi em avião que, segundo revista, foi pago
por ONG (Foto: Reprodução / Jornal Grajaú de Fato)
O empresário Adair Meira, dirigente de ONGs beneficiadas por convênios com o Ministério do Trabalho, afirmou nesta terça-feira (15) ao G1 que o ministro Carlos Lupi andou em dois modelos de aeronaves durante viagem em 2009 pelo Maranhão, um bimotor Sêneca e um turbo-hélice King Air. Adair confirmou ter intermediado o aluguel do King Air, mas negou ter arcado com os custos.

Ele contou que recomendou ao ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego Ezequiel Nascimento que alugasse o King Air na empresa de taxi aéreo Aerotec. “As empresas têm dificuldade em alugar para desconhecido. Eu recomendei ao Ezequiel a Aerotec e falei sobre ele para os dirigentes da empresa”, disse. O G1 tenta contato com Ezequiel Nascimento.

O G1 tentou contato com a Aerotec, que teria alugado o avião, mas foi informado por um funcionário que os diretores, que falam pela empresa, estavam viajando. O G1 deixou recado no celular de um dos diretores, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Ele contou que recomendou ao ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego Ezequiel Nascimento que alugasse o King Air na empresa de taxi aéreo Aerotec. “As empresas têm dificuldade em alugar para desconhecido. Eu recomendei ao Ezequiel a Aerotec e falei sobre ele para os dirigentes da empresa”, disse. O G1 tenta contato com Ezequiel Nascimento.

O G1 tentou contato com a Aerotec, que teria alugado o avião, mas foi informado por um funcionário que os diretores, que falam pela empresa, estavam viajando. O G1 deixou recado no celular de um dos diretores, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. 

O empresário afirmou que decidiu “contar o que sabe” porque não gostou da forma como Lupi negou ter contato com ele. “Eu decidi falar porque o ministro negou me conhecer, o que gera suspeitas para a nossa organização. É como se tivéssemos uma doença”, disse.

Adair destacou que não conversou com Lupi durante a viagem de Imperatriz a Timon e que não tem intimidade com o ministro. “Fui convidado pelo Ezequiel e andar na aeronave. O ministro ficou o tempo todo conversado com o então candidato ao governo do Maranhão, Jackson Lago (já falecido). Não estava colado no ministro, não sou amigo do ministro, mas quando ele diz que não nos conhece, ele nos onera”, disse.

O empresário afirmou ainda que as ONGs dele conseguiram fechar convênios com o Ministério do Trabalho por “mérito”, após participação em chamadas públicas e apresentação dos documentos necessários.

“Os contratos não foram negociados com o ministro nem com o Ministério do Trabalho, tudo foi feito por meio de chamadas públicas, com exigência de estrutura própria, contrapartida de 5% do contrato”, afirmou.

Provas
O presidente em exercício do PDT, deputado federal André Figueiredo, afirmou que espera receber nesta quarta-feira (16) da direção do partido no Maranhão documentos que comprovem a legalidade do aluguel da aeronave utilizada pelo ministro do Trabalho.

Segundo o presidente do PDT, o deputado Weverton Rocha (PDT-MA) vai apresentar plano de voo para demonstrar os passageiros, a aeronave utilizada e o trajeto percorrido por Lupi na viagem ao Maranhão.

“O deputado Weverton ficou de prestar todas as explicações ao partido amanhã [quarta]. Ele disse que tinha tudo que é necessário para comprovar que não houve irregularidade. Vai, por exemplo, apresentar plano de voo”, afirmou Figueiredo ao G1.

De acordo com a assessoria do deputado Weverton Rocha , ele ainda tenta localizar o plano de voo. Conforme a assessoria, por conta do feriado da Proclamação da República nesta terça, houve um "desencontro com o piloto".

A assessoria disse ainda que a revista "Veja" publicou erroneamente que Weverton Rocha disse que o PDT do Maranhão pagou a locação do avião por R$ 700 mil.

Segundo a assessoria, o deputado nunca disse quem pagou pelo avião e nem por qual valor. Informou apenas que a utilização do avião para percurso em eventos com fins partidários foi resolvido pelo PDT estadual e que a aeronave pode ter sido conseguida com empresários. No caso das agendas ministeriais, o deslocamento ficou a cargo de prefeituras locais.

* Colaborou Mariana Oliveira

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