13 de novembro de 2011


Professor Heuder  e seu amigo Rivelino
O Professor Heuder Pereira Pires em companhia de José Rivelino Semblano, foi surprendido pelo guarda da Flona Tapajós na manhã do último dia 02 de novembro de 2011, ao tentar passar pela reserva ambiental para visitar sua propriedade na comunidade de Pedreira, no município de Belterra.

Heuder procurou a nossa redação para denunciar que por volta das 10 horas do dia 02, ao chegar no Km 72 da Rodovia Santarém/Cuiaba, local de entrada da Floresta nacional do Tapajós, foi barrado pelo guarda Manoel Elison, que lhe cobrou uma taxa de cinco reais para poder ter acesso a Flona.

De acordo com o professor, após ponderar a cobrança por achar inconstitucional, quando o mesmo meteu a mão na balsa para pegar o dinheiro, o guarda sacou de um revólver e apontou em direção à cabeça do denunciante que ficou totalmente aterrorizado com a atitude do vigilante.

Após pagar a taxa cobrada e passado o susto, Heuder solicitou o recibo do pagamento, que prontamente foi cedido pelo guarda que disse que a cobrança foi autorizada pelo Gerente do ICMbio de Santarém de pré nome Fábio. O guarda Manoel Elison falou ainda que a referida taxa é para ser repassada para os comunitários, que por sua vez, negaram tal recebimento. Os comunitários afirmaram que a até a presente data nunca foi feito nenhum repasse pelo ICM bio.

Os comunitários encontram-se revoltados e afirmaram que a cobrança já vem sendo feita a aproximadamente há um mês, o que vem prejudicando o acesso de pessoas as comunidades que vivem da venda de produtos derivados do extrativismo. Eles afirma que desde o início da cobrança diminuiu de forma significativa a venda de seus produtos, já que as pessoas deixaram de ir as comunidades como forma de repúdio a cobrança da referida taxa.

O acesso as reservas ambientais do Brasil, de acordo com a lei, só pode ser cobrada de estrangeiros. A lei que regulamenta a cobrança de taxa aos estrangeiros, ainda isenta os que já estiverem residindo no Brasil, entretanto, em Belterra está sendo cobrada de qualquer pessoa que precise ter acesso as comunidades que existem em torno da Flona do Tapajós.

O professor afirmou ser a favor da preservação ambiental desde que sejam respeitados os direitos dos comunitários. A seu ver, a cobrança da referida taxa, além de ser inconstitucional, ferindo os direitos básicos do cidadão, configura-se uma extorsão e prejudica os comunitários, que agora, para poderem vender seus produtos teem que se deslocarem até as cidades de Belterra ou Santarém.

Heuder que além de ter residência fixa em Belterra, possui propriedade na comunidade de Pedreiras, de onde sua esposa é natural, afirmou que Irá denunciar no MPF em Santarém para que sejam tomadas as providências cabíveis no caso.

Fonte: O impacto

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