7 de novembro de 2011

Estivemos este final de semana em Belterra. Estou acom algumas coisas na "cuca" para transfomar em postagem, porém, ainda não tive tempo de escrever. No entanto um comentário que um(a) anônimo(a) deixou no blog nesta manhã (07/11/2011) me chamou muito a atenção e eu resolvi publicar aqui na íntegra. Leia abaixo:

"Quem diria? Dona Dilma Serrão*, atual Secretária de Educação que antes pensou até colocar EM SUA CASA um cartaz com os dizeres: "Somos católicos não insistam!", simplismente para não ser importunada pelos evangélicos que visitam as famílias em Belterra.

A procura de votos esteve presente no culto realizado no dia 06 de novembro na Igreja Assembléia de Deus. Espera-se que os Irmãos da igreja possam perceber que na casa de Deus não é espaço para campanha eleitoreira.

Sendo Deus um Pai de Justiça, jamais vai permitir que tal pessoa assuma o Poder em Belterra.

 ABRAM OS OLHOS!"


*Só para esclarecer, Dilma Serrão é pré-candidata à prefeita pelo PT de Belterra.

ATUALIZAÇÃO
Bem vamos lá. Agora que eu estou tendo um "tempinho" vou escrever alguma coisa que eu penso sobre o comentário do(a) anônimo(a) acima.

Antes de tudo, quero deixar bem claro, que não tenho nada contra qualquer candidato(a). No entanto nas linhas abaixo, falarei algumas conceitos que tenho sobre Política x Igreja, ou Política + Igreja, como alguns preferem.
  1. Eu acho um pouco estranho, que os políticos de Belterra só acham o caminho das igrejas evangélicas em época de corrida eleitoral. Nesta época é comum que eles apareçam nas confraternizações das igrejas. No entanto, após o período eleitoral, a maioria, se esquece da igreja e toma "chá de sumiço";
  2. Além do mais, eu não concordo com a ideia de se fazer "campanha eleitoral" na igreja, seja pelo político, ou por quem esteja dirigindo o culto (pois, muitos aproveitam a hora da apresentação para darem aquela ajudinha na campanha do seu candidato). Tudo bem, eu aceito - e acho de grande importância - a visita "ilustre" de uma autoridade, de um político, mas apenas a presença, nada de "falatórios" e discurso, como eu já vi. Já estive em culto em Belterra, onde políticos "deram palavra", falaram da bíblia, e etc.. santa paciência a igreja não é lugar pra isto. Eu respeito muito as autoridades, mas na igreja amigo, paciência... Na igreja é lugar para adorar a Deus, para ministrar a palavra, pra cantar hinos de louvores à Deus. Campanha política, deve ficar da porta da igreja pra fora.
  3. Outra coisa, em muitas igrejas os políticos são recebidos como "ídolos". São recepcionados, levados para o púlpito, só faltam colocar na cadeira do Pastor. Mas uma vez, nada contra a honra prestada aos políticos. Eu respeito à todos, mas púlpito não é lugar pra pastores e obreiros. Políticos e autoridades em geral, merecem um lugar, mas desde que não seja no púlpito. Ainda digo mais, da mesma forma que a igreja recebe um político, deveria receber um embriagado, um mendigo e etc. Por que a distinção? Por que o cuidado especial apenas com os políticos, quando à igreja prega que não se deve fazer acepção de pessoas?
  4. Por último devo concluir, não estou falando isto, simplesmente por causa de "fulano" ou "siclano". Não concordo que nenhum político , seja de qual partido for - PT, PMDB, PSDB, DEM ou qualquer outro partido político - tenha as regalias de sentar no púlpito da igreja e ter o direito de fazer discurso na hora do culto. Política, é uma coisa, culto, adoração à Deus é outra coisa. Sou evangélico e sou eleitor, mas não posso misturar uma coisa com outra. São duas coisas distintas.

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