14 de outubro de 2011

Respeitando as opiniões em contrário, eu farei um breve comentário que não tem nada haver com a campanha do ódio ou do medo que tenho percebido em favor do Não.

Eu sou do interior do Estado (Santarém), mas morei quase cinco anos em Belém (pra estudar na UFPA). Num exercício de observação simples, comparando a estrutura da capital (mesmo não sendo uma das sete maravilhas do mundo) com a situação de abandono da minha região, dentre outros motivos, sou a favor do voto SIM ao Tapajós.

Nasci no Pará e não considero que quem é a favor da divisão seja traidor (como num email incisivo que me encaminharam recentemente). Esse tipo de argumento do ódio não me contagia.

Aqui na região oeste, há um vácuo da atuação do poder público. Eu acredito que o Estado deve responder sim às demandas dos cidadãos.

O Pará é um Estado com 144 municípios e por mais que algum governante (em geral da capital) tenha boa vontade, muitas partes ficarão ainda desassistidas. É um exercício razoável acreditar que um Estado com 27 municípios, com a capital mais próxima, e uma extensão menor, seja mais fácil para a atuação do poder público.

Quanto aos argumentos sobre a questão de ser paraense e do estado ser "Grande"....digo que esses argumentam não me satisfazem. Primeiro que nunca deixaremos de ser paraenses, porque nossos documentos indicam onde nascemos. Quem nasceu no Pará continuará sendo... 


Quanto à questão do tamanho geográfico do Estado....eu tenho uma pergunta simples: Qual é o cidadão comum que recebe algum benefício pelo simples fato de olhar no mapa e ver a extensão territorial do Estado do Pará? O fato do "Pará ser Grande" garante que chegará comida na mesa de alguma família? Na vida real as pessoas é que tem de lutar, por meio do trabalho, pra garantir sua sobrevivência... de modo que esse argumento também não me contagia.... 

Respeito quem pensa e diz que a solução não é a divisão, mas peço licença pra pensar diferente. Sinceramente, quero finalizar com um pensamente bastante simples: Eu prefiro que os recursos que são destinados por habitante, que levam em consideração os moradores daqui, sejam gastos aqui mesmo. Isso pode não garantir muita coisa, porém, sobre a situação de abandono da região, que conheço in loco, uma coisa eu tenho certeza, parafraseando o folclórico deputado Francisco Everardo Oliveira Silva: "pior do que está não fica".


Postado pelo Professor Walter

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