6 de outubro de 2011


Imagem meramente ilustrativa encontrada na web

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou ontem (4) o Boletim Transparência Manejo Florestal do Pará, que avalia a situação de exploração madeireira no Estado.


Segundo a estimativa da área explorada de forma legal e ilegal de agosto de 2009 a julho de 2010 no Estado do Pará, dos 120.512 hectares de florestas explorados nesse período, a maioria (65% ou 78.941 hectares) não foi autorizada pela Secretária de Meio Ambiente do Estado (Sema) contra 35% ou 41.571 hectares autorizados.


Da exploração ilegal, a grande maioria (84%) ocorreu em áreas privadas, devolutas ou sob disputa; outros 13% em assentamentos de reforma agrária; e apenas 3% em Áreas Protegidas.  Comparando os períodos de agosto de 2008 a julho de 2009 e agosto de 2009 a julho de 2010, observamos uma redução de 16% na exploração não autorizada (15.444 hectares) e um aumento de 33% (10.400 hectares) na exploração autorizada.


O estudo também fez uma análise da regularidade ou consistência das informações sobre os planos de manejo nas Autorizações de Exploração Florestal (Autefs) e créditos de madeira de exploração autorizada e emitidas pela Sema entre agosto de 2009 a julho de 2010.
Cerca de 90% das Autefs estava regular, segundo os pesquisadores.  Somente 10% apresentavam algumas inconsistências, tais como área autorizada maior que a área de manejo; área autorizada em área degradada ou desmatada, área autorizada em área de exploração e crédito comercializado maior que o autorizado.


O documento também apresenta a avaliação da qualidade da execução do manejo florestal no Estado entre agosto de 2008 a julho de 2009 e agosto de 2009 a julho de 2010.  Segundo o documento "a exploração madeireira sob manejo florestal aumentou entre os períodos; verificamos 24.370 hectares com exploração de boa qualidade, 16.915 hectares com qualidade intermediária e 12.021 hectares com qualidade baixa".


As informações são da Assessoria de Comunicação do Imazon

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